A presença do pensamento de José Enrique Rodó e de Carlos Vaz Ferreira na primeira época dos Cuadernos de Marcha: interpretação crítica e ressignificação de tópicas fundadoras

Cristiano Pinheiro de Paula Couto, Ana Lice Brancher

Resumo


Ao longo do século XX, o periodismo político-cultural latino-americano nucleou ideias e programas políticos difundidos no pensamento das elites culturais do subcontinente.
Publicação fundada em 1967, tendo circulado até 1974, os Cuadernos de Marcha abraçaram a divisa de Pompeu – navegare necesse, vivere non necesse. Criados por Carlos Quijano (1900-1984), como uma extensão do semanário Marcha, defenderam um socialismo democrático com raízes em modelos nacionais. Ambas as publicações surgiram em
Montevidéu. Antigo membro do Partido Nacional, particularmente de sua fração socialdemocrata, Quijano abandonou a política oficial e criou no periodismo uma “nova forma” de fazer política. Herdeiro do principismo liberal e zeloso seguidor das ideias de José Enrique Rodó (1871-1917) e de Carlos Vaz Ferreira (1872-1959), deixou nos Cuadernos a marca de um pensamento crítico independente. Este artigo tem como objetivo o estudo do modo pelo qual o revisionismo histórico dos Cuadernos apropriou e ressignificou conceitos-chave de Rodó e Vaz Ferreira


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