Chamadas para n. 38 e 39

O pensamento é frequentemente considerado como algo dissociado de suas formas de produção e de circulação. Desconsiderada em sua especificidade, a “forma” da escrita intelectual é vista como mera expressão do “conteúdo” conceitual. Todavia, a partir do momento em que deixamos de separar a língua do pensamento abstrato, abrimos caminho para uma reflexão que incorpora as práticas de escrita e leitura ao estudo das ideias. Nesse âmbito, caberia interrogar como os manuscritos nos ajudam a compreender o processo de elaboração conceitual. Em que medida podemos apreender a escrita do pensamento através de notas, fichamentos e versões preparatórias? E que implicações têm, na construção desse pensamento, os processos materiais ligados à leitura, à escrita e à publicação? Para a próxima edição da revista Manuscrítica, convidamos pesquisadores de diferentes áreas a colaborar com estudos sobre processos de elaboração de textos teóricos, críticos e filosóficos, ou ainda com a análise de processos criativos de obras artísticas e literárias pensadas na sua dimensão conceitual ou discursiva. Nosso objetivo será de tentar compreender, com o auxílio do estudo de arquivos e manuscritos, como se desenvolvem os processos de elaboração e escritura das ideias e da produção de novas problemáticas (Editores responsáveis pelo número: Gabriel Zacarias, Max Hidalgo e Paulo Ferraz)

*Quem estiver interessado em submeter artigos, atentem-se às normas de publicação disponíveis no site da revista.