Edição crítico-genética de três narrativas carolinianas: o caráter proverbial nos cenários do devir-fome amarela

Raffaella Andréa Fernandez

Resumo


O devir-fome amarela em Carolina de Jesus (191?-1977)  consiste numa expressão do tornar-se a secreção, o restolho incômodo, a ferida inflamada da modernidade na cidade de São Paulo. Uma inflamação como resultado do inflar da desigualdade social, gerando anti(corpos) como resultado criado pela chaga do organismo social doentio: o pobre marginalizado. Sem esperança de cura, revela-se patologia que retorna como ponto de fuga, de captura do devir-fome amarela que os marginalizados, presos pela malha das desigualdades urbanas, irão passar. Este artigo realiza uma edição crítico-genética em três narrativas de Carolina de Jesus observando as tramas autoficcionais que interligam seus escritos.

Palavras-chave


Carolina Maria de Jesus; Edição crítico-genética; Provérbios; Autoficção; Devir-fome amarela

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Manuscrítica. Revista de Crítica Genética. ISSN: 1415-4498
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