A nasalidade vocálica em santome e lung’Ie

Amanda Macedo Balduino, Ana Lívia dos Santos Agostinho, Gabriel Antunes de Araujo, Alfredo Christofoletti Silveira

Resumo


O santome e o lung’Ie são línguas crioulas de base portuguesa da República de São Tomé e Príncipe. Ambas compartilham traços com o português, língua lexificadora, com as línguas de seus substratos (línguas do Delta do Níger e da região bantu do Congo-Angola) e, ainda, demonstram características únicas. Baseados em métodos experimentais com ênfase na Fonologia de Laboratório (Browman & Goldstein 1989; Ohala 1995), o objetivo desse estudo é descrever e propor uma análise fonológica para a nasalidade no santome e no lung’Ie. Para tanto, adotou-se um corpus no qual os itens lexicais com a estrutura-alvo (oposição vogal oral-nasal) foram inseridos em frases-veículo e analisados. Por meio da comparação entre pares mínimos e análogos, extraíram-se as médias da duração dos segmentos vocálicos com o traço [+nasal] e seus correspondentes orais. A análise dos dados demonstrou um alongamento médio de 17% das vogais [+nasais] em relação aos segmentos orais correspondentes. O consistente alongamento vocálico observado, tanto no santome quanto no lung’Ie, permite-nos concluir que o fenômeno da nasalidade vocálica nessas línguas é bifonêmico e apresenta características próximas ao português (cf. Wetzels & Moraes 1992).

Palavras-chave


Santome; Lung’ie; Nasalidade

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PAPIA

Revista Brasileira de Estudos do Contato Linguístico

e-ISSN: 2316-2767

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