Luz e Contraluz: o diálogo mimético entre Hagadá e Haskalá na narrativa d'O Rabi de Bacherach, de Heinrich Heine

Fernanda Bender

Resumo


Partindo da situação judaica tal qual era percebida por H. Heine em seu momento histórico – isto é, partindo da fragmentação da unidade social, cultural e religiosa judaica que havia perdurado até meados do século XVIII e XIX – este artigo visa trabalhar componentes sociais tais quais a emancipação e o aburguesamento das comunidades judaicas da Europa ocidental, quando contrastada ao sentimento de "decadência" dos judeus da Europa oriental. O Rabi de Bacherach, fragmento de romance escrito por H. Heine em 1840, conta do lendário Rabi Abraão e de sua comuna às margens do Reno. Neste artigo, proponho que é o Rabi quem promove a simbólica ascensão entre brutalidade e cultura, participando assim ativamente do projeto pessoal de H. Heine de promover aculturamento e emancipação às comunidades judaicas orientais. Meu intuito é analisar as formas através das quais certas passagens do livro simbolicamente mimetizam um tal processo de emancipação.


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