Pós-memória e a literatura a partir da alteridade: o judeu em Malinski, da irlandesa Síofra O’Donovan

Eda Nagayama

Resumo


Malinski (2000), da irlandesa Síofra O’Donovan, narra a trajetória de dois irmãos poloneses separados durante a Segunda Guerra. Um alfaiate de Lvov, único personagem judeu, aparece somente como lembrança efêmera e fantasmagoria. A obra é vista aqui como resultado de uma memória afiliativa invertida, a partir da proposição de pós-memória de Marianne Hirsch (2008). Mesmo não intencionalmente, O’Donovan perfaz um esmaecimento dos judeus e do Holocausto e reitera o debate contemporâneo dos poloneses exclusivamente como vítimas e impotentes bystanders.


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