A CAIXA PRETA, DE AMÓS OZ: CONSIDERAÇÕES SOBRE A SOCIEDADE ISRAELENSE A PARTIR DO FIM DA HEGEMONIA ASHKENAZITA

Márcio Henrique Muraca

Resumo


A unidade formal da obra A Caixa-Preta (1987), de Amós Oz, é alinhavada ao mesmo tempo por um plano dramático, o qual se dá, basicamente, por meio de cartas entre personagens em embate emocional e ideológico, em cujo palco o ressentimento é seu elemento central, e por um plano histórico subterrâneo, no qual o autor monta, por meio dessas “cartas-peças”, um painel social, religioso e político de Israel a partir dos anos 1970. É por meio desse embate entre os personagens principais que A Caixa-Preta, metáfora de uma Israel dividida e complexa, faz emergir em sua polifonia um retrato da sociedade em seus aspectos gerais e tipificados, mas também permite o vislumbre de identidades e projetos nacionais diversos numa Terra/Nação em constante transe.


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